09/2014-07/2020, pós-doc, orientado por mim com Frédéric Deschamps no Institute of Earth Sciences, Academia Sinica, Taipé, Taiwan. O Kensuke chegou ao laboratório de Robert (Bob) J. Geller na Universidade de Tóquio em 2006, como estagiário do quarto ano, um ano depois de mim. Trabalhámos sempre muito próximos, até 2020, quando decidiu deixar a investigação. Doutorou-se em Tóquio em 2013 e passou um ano no laboratório de Sang-Mook Lee na Universidade Nacional de Seul. Extremamente competente em informática, ajudou-me muito a afinar os meus códigos, sobretudo os de inversão de formas de onda. Todas as ferramentas numéricas que desenvolvi no doutoramento foram limpas durante o dele, e ainda são usadas por estudantes do laboratório de Bob Geller e, mais tarde, de Kenji Kawai. Contactou-me quando quis sair de Seul na primavera de 2014. Eu estava a discutir um novo projeto comum com Frédéric Deschamps (IES, Academia Sinica), que me visitou em Paris, sobre a reconciliação entre geodinâmica e sismologia (que me interessa desde o início da carreira), e perguntei-lhe se o contrataria e coorientaria comigo durante alguns anos. A resposta foi um grande “sim”. Foi o início da nossa colaboração franco-taiwanesa, que ainda dura. Aplicámos primeiro a minha metodologia de inversão simultânea para elasticidade e anelasticidade à base do manto sob a placa Carolina e publicámos três artigos. Participou ainda num projeto com Kei Hasegawa, pós-doc com Li Zhao no IES, que otimizava operadores de elementos espectrais sem aumentar o custo de cálculo. Veio duas vezes ao IPGP para estadias longas: i) dezembro de 2014, para implementar o meu código de inversão da atenuação em Java (financiado pela Academia Sinica); ii) maio-junho de 2018, para criar o protótipo de um novo código Direct Solution Method (DSM) para um planeta 3D com harmónicos esféricos (financiado pelo IPGP). Devíamos terminar o projeto na terceira visita, na primavera de 2020 (eu tinha obtido um mês de investigador convidado), mas a pandemia impediu-o; o código continua em desenvolvimento, apesar dos contributos de Manuel Asnar durante seis meses em 2020. Regressou ao Japão em agosto de 2020 para um novo emprego como engenheiro informático.